Acabei de ter uma conversa no telefone que foi um tanto quanto chata. Por supuesto que si, tenho minha parecela de culpa quanto a chatice da conversa porque não estou em dia muito favorável. Entretanto, o desentendimento rodou um assunto que me deixou pensativo.
Entendo que diferentes pessoas tenham diferentes opiniões (nãoooo sério!), anyway, as pessoas tem o direito de pensar o que querem, assim como eu tenho o direito de questionar esse pensamento e argumentar sobre o mesmo. Mas mesmo assim, o outro pode concordar ou nao, e simplesmente dizer "tá mas eu prefiro assim" e ponto.
Antes que me entendam mal, não estou dizendo que na conversa que me chateou hoje aconteceu isso, mas ela apenas me levou a pensar nesse assunto (o que faço constantemente) e, lembrando que recentemente eu e meus dois amiguXos começamos nossa odisséia virtual, com uma ferramente cujo principal objetivo é expor opiniões, resolvi escrever sobre isso.
Creio que ninguem vai ler (Nem sei se temos leitores, a não nós três mesmos) porque ficará (está ficando extenso), mas pelo menos servirá como uma catarse (ergo, VÄ PROCURAR NO DICIONÁRIO!!!).
O que eu me questiono sempre é a profundidade do pensamento e das convicçoes que as pessoas tem, especificamente (...aguardem, estou pedindo autorização para citar esse exemplo), peço que pensem a segiunte situação: Eu (pessoa fictícia) defendo que temos que ser ambientalmente oonscientes e devemos defender os animais (porque eles não pediram para sofrer etc etc etc) e fico bravo, nervoso e incrédulo quando vejo pessoas que não conseguem se dar ao trabalho de fazer coleta seletiva (algo extremamente banal).
Em um dia fatídico, estava eu conversando com essa pessoa e chegamos ao assunto de uma cantora que faz muito sucesso (Nao quero falar o nome dela) mas que é uma usuária de drogas explícita e na semana dessa conversa tinha suspendido um show na metado por não estar em condições de executá-lo (estava chapadaça). Essa pessoa em questão (que defende os animais) gostava de ouvir as musicas dessa cantora, e assim, questionei-a sobre esse gosto, pois eu defendia que não era legal dar publicidade para uma pessoa que fazia apologia explícita ao uso de drogas. Conversa vai conversa vem, eu questionando sobre essa minha visão de que não podemos dar publicidade a pessoas que apresentam exemplos negativos e a pessoa em questão (defensora dos animais, estou apenas lembranod quem é, não estou sendo sarcástico)não concorda com os meus argumentos pois, para ela, nunca que as ações da cantora iriam influenciar as dela (defensora dos animais).
Respondi falando que achava que ela influenciaria muitas pessoas, afinal, nem todos tem o esclarecimento que a defensora dos animais tem. E em um ponto da conversa ela me responde que não tem problema dar publicidade a essas pessoas porque "a maioria das pessoas famosas também tem condutas não aceitas moralmente". Bom, quando a conversa chegou nesse ponto pensei em parar, pois não havia mais o que ser discutido, entretando fiquei pensando, e se quando essa pessoa vem defender os animais, ou a coleta seletiva as pessoas respondessem para ela "ah não adianta fazer coleta seletiva, ninguém separa o lixo" ou ainda "todo mundo maltrata os animais, porque eu vou defendê-los", qual seria a reação da defensora dos animais?
E ainda, eu vejo que essa desculpa nada mais é do que uma forma de fugir da argumentação, principalmente porque os argumentos acabaram. NEsse momento (e isso foi o que disse para a defensora) prefiro que a pessoa diga que não tem opinião formada, ou que se não concorda diga o porque.
REPITO, é direito dela não concordar comigo, mas é meu direito questionar.
E penso que as pessoas tem dificuldade em não pensar egoísticamente, como diz o Dr. House, todas as pessoas são egoístas por natureza, e para quem estuda um pouco de Psicologia sabe que é com o convivio social que nós aprendemos a viver em comunidade. Assim, acho que falta essa aprendizagem, porque as pessoas não querem resolver os problemas da sociedade e sim os próprios problemas. Aí, assumem posturas, ou assumem conceitos baseados na vivência individual e não pensam que o discernimento que elas tem pode não ser o mesmo que os outros tem.
Exemplifico isso, quando alguém sai em uma balada e bebe muito, sai com o carro e bate em um poste. Essa pessoa está sozinha e não fez nada a ninguem, somente a ela, que teve que ir ao hospital. Bom, o que pensamos inicialmente? Pensamos, nao tem problema ela se ferrou sozinha.
Mas ai eu coloco alguns pontos:
- e o poste que quebrou e nós vamos pagar com o nosso imposto;
- e o leito que essa pessoa ocupou no hospital que poderia estar com alguem mais necessitado;
- e o tempo que os médicos perderam com essa pessoa que podia ser usado em outras pessoas;
- e o tempo que essa pessoa deixou de produzir para o mundo no sua devida ocupação.
Entre tantas outras.
Ou seja, finaliazndo meu desabafo, quando formor agir, tentemos pensar nas consequencias de nossos atos, para a coletividade também, e por favor, vamos tentar ser um pouco mais criticos quanto a nossas ideias.
Assumo, não sou santo, tenho comigo uma eterna duvida em vários comportamentos, como por exemplo, acho muito bacana um amigo meu que não come nada que esteja relacionado a seres vivos, até tenis 100% sem couro ele comprou. Eu acho essa postura exemplar, mas não consigo assumila pois adoro um churrasco, é contraditório, mas eu não critico quem come carne ou nao comem, mas reconheço minha culpa na minha ação (acredito que é alguma coisa).
Ufa, chega.
Ninguem vai ler mesmo.
Abraço