Bom, por ora, para fazer essa bagaça continuar andando, vou escrever, neste e nos próximos sobre algunslivros que li recentemente, até chegar aos meus atuais. Por recentemente, digo lidos até no máximo 20 ou 30 dia atrás, que são aqueles que eu continua com a história fresca na cabeça e dos quais posso comentar melhos.
Sendo assim, hoje passo a falar de Foundation escrito por Isaac Asimov. Acredito que não vou precisar falar muito do autor, porque é um dos mais conhecidos escritores de ficção científica(digo, era, porque já morreu), principalmente no que diz respeito à parte de robótica e vida artificial. Inclusive, um de seus livros, Eu, Robô, foi adaptado em filme algum tempo atrás. Não posso dizer mais porque esse foi só o primeiro dos livros dele que eu leio, então não sou tão, hã, versado em sua obra quanto sou na de outros autores.Foundation, ou Fundação, em português, conta uma história de um Império Galático que já existe há cerca de 12.000 anos, mas que se encontra em decadência. Hari Seldon, o fundador de uma ciência chamada de psico-história, por meio de cálculos matemáticos de análises sociais foi capaz de prever a derrocada desse império e também que, até a formação de um novo império e de uma nova era de paz, passar-se-iam 30.000 anos de um período negro e bárbaro, com muitas guerras e obscurantismo. A fim de evitar essa demora, ele cria a Fundação, um depósito de toda a cultura da época, localizada em um lugar afastado na borda da galática e por meio da qual seria possível reduzir essa época negra para 'apenas' 1.000 anos. Para tanto, ele e seus assistentes arrajam de tal forma a criação da fundação para que os descendentes dos primeiros habitantes do planeta, quando apresentada alguma 'crise' que os ameaçe, não tenham escolha e ajam da forma como ele havia previsto. Nesse livro, constam cinco histórias que contam histórias do começo da fundação, e a primeira e segunda crises passadas pelos habitantes da fundação.
Bom a primeira constatação 'óbovia' é o paralelo com a queda do império romano. Fiquei muito orgulhoso de sacar isso, até ler na wikipédia que Asimov realmente se baseou em alguns livros que tratam da decadência romana para escrever fundação. Não fui tão esperto assim, afinal.
Mas o que me marcou muito é como o livro parece datado para um leitor (eu!) de hoje em dia nos dias atuais hodiernos! Digo com isso que o exercício de futurologia feito pelo Asimov quando escreveu o livro (na década de 50, acho) não foi tão acertado assim. A história, que se passa vários milhares de anos no futuro (até porque não acredito que a Terra seja capaz de desenvolver um império galático amanhã, então acho que foram bem mais que os 12.000 que o cara falou) e, de alguma forma, a tecnologia mais avançada do humanidade é a nuclear. É o ápice da humanidade. Sério, quem ler vai encontrar várias frases como "ah, eles não podem com a gente porque suas naves não são nucleares", ou "eles não tem mais acesso à tecnologia nuclear, então não são de nada". Sem contar a infinidade de tranqueiras nucleares 'inventadas', como facas, um campo de força portátil, armas, tudo movido a "reatores nucleares menores que uma noz". Sei... De outro lado, não há menção a computadores e eletrônicos (fora as televisões atômicas...), fato que só hoje em dia é impensável. Mas, se foi escrito na décado de 50, ainda é justificável o pensamento de que a energia atômica resolveria todos os problemas.
Ainda tem uma coisa muito estranha que o autor toma como pressuposto para o desenvolvimento da história, a qual ainda não engoli direito: a de que os mundos vizinhos ao da Fundação, na medida em que se libertam do governo central do Império e começam a se autogovernar, perdem o acesso à tecnologia nuclear, que passa a ser privilégio da Fundaçãoe do longínquo Império. Mas, peraí?!?! Não teve um idiota nesses mundos que estudou um tico de física. Poxa, os caras não foram capazes nem de manter o mínimo, os reatores que existiam antes? Num planeta inteiro não tinha uma universidade sequer, um cara qualquer que quisesse saber da coisa? Caramba, era a tecnologia mais poderosa a disposição e os caras perderam assim?. Asimov coloca que os mandatários desses mundos começaram a se preocupar apenas com títulos de reinado e nobreza e dominação dos mundos próximos, esquecendo de mater sua cultura (o tal período bárbaro que Hari Seldom havia previsto seria com a galáxia inteira assim), mas eu ainda acho que essa é uma ficção um pouco simplista e inocente.
Mas tudo bem, passo por cima de tudo isso para sacar a história, liberdade poética e coisas assim. O que achei interessante mesmo foi a forma como as 'crises Seldom' foram resolvidas pelos descendentes da Fundação. No primeiro caso, a fundação era minúscula, uma única cidade num planeta sem recursos minerais, mas com um tesouro em conhecimento para o primeiro que a subjugasse. Assim, ameaçada por quatro reinados a sua volta, a Fundação acabou fazendo prevalecer o medo de um contra o outro, fornecendo tecnologia aos quatro desde que nenhum a atacasse. E se um o fizesse seria, atacado pelos três restantes. Saída política brilhante. Depois, o fornecimento da tecnologia foi feito vinculando-a a uma religião que se espalhou pelos quatro reinos. Os sacerdotes eram treinados só na parte prática da utilização dos instrumentos (tipo: 'olha, vc reza e depois aperta esse botão'). Assim, a tecnologia continuava na mão da fundação, uma vez que os 'padres' não tinham conhecimento algum sobre como os aparelhos funcionavam, mas eram totalmente fiéis à Fundação, a sede de sua Religião, e portanto, faziam apenas aquilo que o chefe momentâneo da Fundação determinasse. Depois, quando a religião começou a encontrar resistência de novos mundos para se espalhar, entraram em cena os Mercadores, que vendiam a tudo e a todos produtos de tecnologia nuclear, que, por um lado, melhoravam a vida de todo o planeta, mas por outro, deixava o planeta à mercê da Fundação, pois ela mantinha o monopólio da tecnologia (apenas ela fazia mais coisas e era capaz de mantes e consertar seus produtos). (*Notem que não estou implicando com o fato de que as pessoas desses outros planetas poderiam, sei lá, estudar os equipamentos que compram, fazer um tipo de engenharia reversa e aprender a tecnologia nuclear da Fundação - aprendi com o autor e estou supondo que todos os seres humanos da galáxia são uns idiotas burros e incapazes... acho que Asimov imaginou que os primeiro colonos espaciais foram louras portuguesas que torcem para o curíntia!) (**hmm, fiquei com uma dúvida agora... se as louras são as 'burras' se comparadas às outras pessoas, logicamente as louras portuguesas devem ser inteligentes... corrijo meu comentário: os primeiros colonos espaciais foram portugueses E louras E torcedores do curíntia).
Esse foi o aspecto do livro que eu achei genial: seja pelo paralelo histórico, pois na humanidade o poder também começou nas mãos da Igreja, passando a prevalecer, posteriormente, a força econômica; seja pelo reconhecimento no livro do poder que a a informação e o conhecimento possuem. Hoje é comum se ouvir dizer que informação vale ouro, bem como se sabe o quanto o desenvolvimento de novas tecnologias pode enriquecer uma nação.
Bom o livro acabou nisso aí, com a instauração de uma plutocracia (não, não foi o Pluto do Mickey que foi eleito prefeito da Fundação .. ha..h..buáááá, que coisa horrível essa piada. A plutocracia (do grego ploutos: riqueza; kratos: poder) é um sistema político no qual o poder é exercido pelo grupo mais rico. Do ponto de vista social, esta concentração de poder nas mãos de uma classe é acompanhada de uma grande desigualdade e de uma pequena mobilidade - by wikipedia).
Pela trilogia escrita pelo Asimov, faltam mais dois (com esse, três. três=trilogia. sede da corja é falar o óbvio). Além deles, existem outros três livros da Fundação escritos por outros autores.
Não posso dizer que foi a melhor ficção científica que eu já li. Mas como eu apontei, tem seus pontos interessantes e acho que vou ler pelo menos o fim da trilogia do Asimov, até porque eu já encomendei o segundo da série. Será que eu vou gostar dos outros livros?~então não percam os próximos posts da Biblioteca da Corja!
Abração!











